Deiscência de sutura
Os pontos se abrem antes do tempo, geralmente por infecção ou tensão excessiva na área operada.
Entenda, de forma simples, por que o oxigênio é essencial para cicatrizar — e como a OHB pode fazer diferença real no seu pós-operatório.
Para entender como a OHB funciona, primeiro precisamos entender o papel do oxigênio no seu corpo.
O oxigênio é o "combustível" das células. Sem ele, as células não conseguem produzir energia, combater infecções, fabricar colágeno nem se multiplicar. Na cicatrização, isso se torna crítico: quando falta oxigênio na região operada, o processo de cura pode parar — levando a feridas que demoram meses para fechar, pontos que abrem e risco de complicações sérias.
A oxigenoterapia hiperbárica faz você respirar oxigênio puro dentro de uma câmara pressurizada. Nesse ambiente, o oxigênio se dissolve diretamente no plasma sanguíneo — chegando a tecidos que os glóbulos vermelhos normalmente não conseguiriam abastecer.
O resultado é direto: mais oxigênio nos tecidos operados significa células trabalhando melhor, colágeno sendo produzido mais rápido e defesas imunológicas mais eficientes.
A cicatrização acontece em três fases. A OHB atua positivamente em cada uma delas.
Logo após a cirurgia, o corpo envia células de defesa (neutrófilos e macrófagos) para limpar a área, eliminar bactérias e sinalizar o início do reparo. Se faltar oxigênio nessa fase — o que é comum em regiões operadas —, essas células trabalham com menos eficiência e a cicatrização fica mais lenta.
Fibroblastos entram em ação e produzem colágeno, a "cola" que reconstrói o tecido. Esse processo depende diretamente de oxigênio. Sem ele, o colágeno produzido é de qualidade inferior, deixando o tecido mais fraco e a cicatriz mais aparente.
O colágeno temporário é substituído por fibras mais resistentes e organizadas. Quanto melhor a oxigenação nas fases anteriores, mais uniforme e discreta será a cicatriz final — com menor risco de queloides ou cicatrizes hipertróficas.
Qualquer fator que interfira nas fases de cicatrização pode atrasar ou impedir a recuperação após uma cirurgia plástica.
Quando a cicatrização falha, podem surgir complicações que comprometem o resultado estético e funcional da cirurgia.
Os pontos se abrem antes do tempo, geralmente por infecção ou tensão excessiva na área operada.
Feridas que não fecham por semanas ou meses, podendo evoluir para infecções ou cicatrizes inestéticas.
Morte de células do tecido por falta de sangue e oxigênio. Pode causar perda parcial de pele ou tecido.
Em cirurgias com implantes, infecções ou rejeição podem levar à necessidade de remoção da prótese.
Baseados em estudos clínicos publicados em revistas médicas internacionais.
A oxigenoterapia hiperbárica atua em múltiplos mecanismos ao mesmo tempo — é por isso que seus efeitos no pós-operatório são tão abrangentes. Clique em cada benefício para entender como funciona.
A OHB causa uma leve contração dos vasos sanguíneos (vasoconstrição), reduzindo o extravasamento de sangue nos tecidos logo após a cirurgia. O oxigênio extra também acelera o metabolismo local, ajudando o corpo a reabsorver o sangue acumulado e eliminar os pigmentos (hemoglobina e ferro) que causam as manchas roxas na pele.
O oxigênio extra estimula a liberação de fatores de crescimento — especialmente o VEGF — que sinalizam ao corpo para criar novos vasos sanguíneos na área operada. Esses novos vasos melhoram o fornecimento de sangue, oxigênio e nutrientes para os tecidos em recuperação, acelerando a regeneração e prevenindo a morte celular por falta de circulação.
As células de defesa do sistema imunológico (leucócitos e neutrófilos) usam oxigênio para produzir substâncias que destroem bactérias — como peróxido de hidrogênio e ácido hipocloroso. Com mais oxigênio disponível, elas se tornam muito mais eficientes. Além disso, o ambiente rico em oxigênio é hostil para bactérias anaeróbicas (que não precisam de oxigênio para sobreviver), as principais causadoras de infecções graves em feridas cirúrgicas.
A OHB regula o comportamento das células inflamatórias — macrófagos, neutrófilos e leucócitos. Ela diminui a produção de substâncias que prolongam a inflamação (citocinas pró-inflamatórias como IL-1, IL-6 e TNF-α) e estimula substâncias que resolvem a inflamação (como IL-10). A leve vasoconstrição causada pela OHB também reduz o acúmulo de líquidos nos tecidos, diminuindo o edema sem comprometer a oxigenação local.
Fibroblastos são as células responsáveis por produzir o colágeno que fecha a ferida. Esse processo depende diretamente de oxigênio. Com a OHB, os fibroblastos recebem muito mais oxigênio, produzem colágeno em maior quantidade e com melhor estrutura — resultando em um tecido mais resistente, menos propenso a abrir os pontos e com cicatriz de melhor qualidade.
Em cirurgias como abdominoplastia e mamoplastia, há grandes áreas de descolamento de tecido. Essas áreas podem ficar com baixo fluxo sanguíneo, recebendo pouco oxigênio. Com a OHB, o oxigênio se dissolve diretamente no plasma sanguíneo e chega a essas regiões com dificuldade de circulação — onde os glóbulos vermelhos normalmente não chegam. Isso evita a isquemia (falta de oxigênio) e protege os tecidos da necrose (morte celular).
A OHB estimula a medula óssea a liberar células-tronco progenitoras na corrente sanguínea. Essas células imaturas migram para as áreas lesionadas — atraídas pelos sinais químicos emitidos pelos tecidos em recuperação — e se transformam nos tipos celulares necessários para reparar o tecido e formar novos vasos sanguíneos. Estudos demonstraram esse efeito em pessoas saudáveis, diabéticos e pacientes pós-radioterapia.
A OHB age em múltiplas frentes ao mesmo tempo: acelera a cicatrização, reduz infecções e hematomas, controla a inflamação e o edema. Esse efeito combinado diminui as complicações que prolongam o pós-operatório. Pacientes que utilizam a OHB como complemento ao tratamento padrão tendem a retomar atividades normais em menos tempo.
Com mais oxigênio, os fibroblastos produzem colágeno de melhor qualidade e em maior quantidade. A OHB também melhora a "reticulação" do colágeno — o processo de formação de ligações cruzadas entre as fibras — tornando o tecido mais firme e uniforme. O resultado são fibras bem organizadas, em vez de desorganizadas, que podem levar a cicatrizes espessas, salientes ou irregulares.
As sessões acontecem em câmaras confortáveis, num ambiente controlado e seguro. Durante os 60 a 90 minutos de tratamento, você pode assistir TV, ouvir música ou simplesmente descansar. Isso transforma o pós-operatório em um momento de recuperação ativa — sem dor, sem procedimentos invasivos e com uma sensação de bem-estar que muitos pacientes relatam já nas primeiras sessões.
Importante: A OHB é um tratamento complementar — não substitui os cuidados pós-operatórios indicados pelo seu cirurgião. A resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa. Converse com seu médico sobre a viabilidade para o seu caso.
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